-Eu trouxe você de volta. (Illusive Man)
-Por quê? Por que eu posso lutar? (Shephard)
-Não, por que você pode liderar. (Illusive Man)
Bom , vamos ao primeiro review da nova geração de games. Comecemos com um maravilhoso jogo que saiu há pouco tempo, continuação de uma das obra-primas da Bioware. Ele se chama Mass Effect 2.
Tiremos do caminho logo o nome do título: Mass Effect. Dentro do universo do jogo o “Efeito de Massa” é uma fenômeno recentemente descoberto (pelos humanos, outras raças já sabiam muito tempo atrás) que equivale no mundo real a famosa “Dark Energy” que os cientistas estão estudando. Dentro do jogo esse fenômeno permite a viagem interestelar em curtos espaços de tempo.
Sim, exato. Viagens interestelares, não estamos falando de nenhum Star Wars, que Vader me perdoe mas estamos falando de uma história muito mais densa do que isso.
O jogo se passa alguns anos após o final do primeiro, você (Shepard) é um Spectre, o primeiro membro humano da tropa de elite de soldados que juram proteger a aliança interestelar, e é exatamente isso que você fez.
Você conseguiu salvar a galáxia da primeira ameaça Reaper, tudo que você disse e ninguém acreditou, aconteceu. E você era o único que estava preparado para tal. Você e sua equipe.
- Então, esse é o fim? (Shepard)
- Sim, como você quer morrer?
- Lutando, ao lado de todos vocês, de preferência com a vitória no final. (Shepard)
Mass Effect 2 é um RPG/jogo de tiro, muito mais jogo de tiro do que um RPG no sentido amplo da palavra, as lutas são em tempo real, nada de turnos, você pode pausar as lutas e trocar de armas e utilizar poderes, formular estratégias, tudo muito fluído. É maravilhoso.
Mas o que difere ele de qualquer outro jogo não é o gameplay (apesar desse ser perfeito), mas sim os relacionamentos/conversas. Cada conversa que você tem no jogo leva-o a um caminho diferente, o jogo inteiro muda por causa de uma frase (por exemplo: se você for agressivo com alguém você poderá perder ou ganhar uma informação a mais, se você for bonzinho demais pode se ferrar contra os durões), tudo leva a caminhos diferentes e essa é a arte de Mass Effect.
O jogo fornece 9 personagens NPCs para formar uma equipe de seres “fodas”, mas para conseguir assimilá-los a sua equipe não é um trabalho fácil, você tem de literalmente convencê-los a vir com você, fazendo missões para eles, ajudando-os, enfim, nada é de graça. Mas o recompensador é quando você os tem na equipe e você consegue que eles sejam leais, é um exército absurdamente poderoso, os personagens protegeram você, lutaram por você, você realmente se sente um general que comanda uma elite.
A missão do jogo é proteger a humanidade de uma ameaça de Collectors e Reapers mas tudo parece pequeno quando você tem milhões de missões extras a fazer e cada uma com vários desfechos, cada história contada de forma formidável, cada personagem reagindo de forma diferente às suas decisões, cada parte de você formando um todo. Cada linha dediálogo lhe dando um tapa na cara
Não vou dar spoiler da história, podem reparar que esse review está meio “vago” demais, justamente por que Mass Effect não é um simples jogo eu poderia passar horas aqui detalhando cada minúcia no universo criado ou ficar falando de cada novidade na nova engine do jogo, falando que cada escolha é uma ação que gera uma reação. Em Mass Effect cada pedaço de história ou relacionamento é um spoiler e nesse jogo o que vale é a experiência das escolhas, uma experiência que todos deveriam experimentar… joguem por favor, façam essa escolha.
Nota: 10
Roland





